(PT) Atlas de Socioeconomia da Estrada de Ferro de Carajás: população e território, socioeconomia, cidadania.

Author(s): SANTOS, Jorge Filipe dos; GALVÃO, Lilyan; MOTA, José Aroudo; MATLABA, Valente; PAES, Rosa (Coordenação)
Summary: (PT) O Atlas socioeconômico do território da Estrada de Ferro Carajás (EFC) resgata e organiza uma imensa base de dados e informações sobre uma região de grande interesse socioambiental, não só pela existência de importantes jazidas minerais e de uma infraestrutura logística que permite fazer chegar grandes quantidades desses produtos aos mercados internacionais, mas também porque coloca importantes desafios ao desenvolvimento social. Consequentemente, esse conhecimento é essencial para diagnosticar e implementar ações para enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável e de melhoria da qualidade de vida das populações do território. ”A EFC, inaugurada em 1985, se estende por 4 municípios do sudeste do Pará e por 23 do leste do Maranhão (Figura 1). A construção, concluída em 2016, do chamado Ramal Ferroviário do Sudeste do Pará, para ligar o Complexo S11D Eliezer Batista à EFC, estendeu a ferrovia a mais um município do sudeste paraense: Canaã dos Carajás. Todo este corredor ferroviário se situa na Amazônia Oriental, na transição entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil. O objetivo central deste meio logístico continua sendo o escoamento do minério do sudeste do Pará até ao porto atlântico de Ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão. Pelos trilhos da EFC, são transportados mais de 120 milhões de toneladas de carga e 350 mil passageiros por ano. Circulam cerca de 35 composições simultaneamente, entre os quais um dos maiores trens de carga em operação regular do mundo, com 330 vagões e 3,3 quilômetros de extensão. A nova mina S11D e a duplicação de 575 km da EFC, concluída em 2018, irão permitir aumentar a carga anual transportada acima dos 200 milhões de toneladas.
A região de influência da EFC é composta por 28 municípios, tem uma área total de 67 mil km2 e uma população de 2,4 milhões de habitantes, dos quais cerca de 1,1 milhão se concentra em São Luís, segundo estimativas do IBGE para 2019, sendo responsável por um PIB de R$ 60 bilhões em 2016, evidenciando a importância econômica da mineração para a região e para o Brasil. Se trata de um território de grande diversidade ambiental, socioeconômica e Figura 1 Território da Estrada de Ferro Carajás, incluindo o ramal do S11D cultural, composto por unidades de conservação, terras indígenas, quilombos, assentamentos, aglomerados rurais, ribeirinhos, cidades, bairros urbanos periféricos, entre outros. O Atlas reúne de maneira organizada e estruturada uma ampla base de dados e informações dos municípios e comunidades selecionadas. Descreve o corredor da EFC de uma forma clara e didática, utilizando mapas, gráficos, tabelas e textos. Apresenta-se assim um conjunto de indicadores e informações fundamentais para a sua compreensão e úteis para a formulação de estratégias de planejamento e desenvolvimento sustentável local e regional. A caracterização de cada município ocupa 12 páginas, contendo mais de 140 indicadores, organizados em três temas: Território e População, Socioeconomia e Cidadania, conforme mostrado na Figura 2. Apresenta ainda, o perfil de cada uma das 49 comunidades descritas em 5 páginas, com cerca de 50 indicadores, seguindo uma estrutura semelhante à dos municípios, mas bastante mais simplificada. Os municípios são apresentados por ordem geográfica, de Canaã dos Carajás até São Luís, das minas ao porto, agrupados segundo a sua região de integração, no Pará, e a região de planejamento, no Maranhão, como mostra a Figura 3. As comunidades aparecem em seguida ao município aos quais pertencem. Os dados dos municípios foram obtidos a partir de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Departamento Nacional de Produção Mineral (ANM), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), entre outras. Faz-se notar então que só foram utilizadas neste atlas as informações dos municípios com registro nestas fontes. No caso das comunidades, os dados foram obtidos essencialmente por meio de pesquisas de campo realizadas pelo Instituto Tecnológico Vale.
Year: 2021
Pages: 591
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2019.34.Santos
Link: http://www.itv.org/publicacao/atlas-de-socioec…onomia-cidadania/
Year of publication: 2021
Kind of report: Produção técnica ITV DS - rev. 01
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