Vulnerabilidade de comunidades no entorno de ferrovias: o caso do ramal ferroviário do sudeste do Pará

Autor(es): CRISTO, Laís de Andrade
Resumo: O presente artigo analisa o grau de vulnerabilidade das comunidades situadas na zona de influência do Ramal Ferroviário do Sudeste do Pará (RFSP). Muitos estudos adotam uma definição específica de vulnerabilidade que pode orientar a estimação de modelos estatísticos. Neste artigo, o conceito de vulnerabilidade foi adotado no sentido amplo, considerando as suas múltiplas dimensões refletidas nos indicadores. A metodologia utilizada consistiu no levantamento bibliográfico sobre o conceito de vulnerabilidade, coleta de dados secundários e análise de correlação entre indicadores municipais da microrregião de Parauapebas para fundamentar a seleção dos indicadores socioeconômicos e socioambientais. Em seguida, estes indicadores foram calculados com base nas entrevistas realizadas numa amostra de 173 domicílios localizados em quatro comunidades selecionadas no entorno do RFSP, em Canaã dos Carajás e Parauapebas. Os indicadores permitiram avaliar as vulnerabilidades das comunidades em relação as regiões de referência local e regional. As três principais conclusões são: a) todas as comunidades são vulneráveis, com indicadores que em geral refletem os indicadores da região onde se localizam utilizando o Brasil como referência e, muitas vezes, são consistentes aos dos municípios, Pará e Brasil rural; b) as comunidades Nova Jerusalém e Palmares II são mais e menos vulneráveis, respectivamente; e c) Nova Jerusalém e Onalício Barros têm saneamento e acesso à saúde nulos. Este estudo permite identificar setores mais prioritários para intervenção dos atores visando melhorar as condições de vida das populações e subsidiar políticas para melhorar os indicadores e reduzir as vulnerabilidades dessas comunidades. Isso contribui na redução dos riscos de conflitos e interrupções da circulação de trens na ferrovia porque as intervenções baseadas na informação da escala das comunidades, ao contrário da escala regional, serão mais eficazes.
Ano: 2016
Páginas: 39 f.
Ano de publicação: 2016
Orientação: Valente José Matlaba, PhD.
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Curso: Mestrado em Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais