Sistemas de polinização nas cangas de Carajás

Autor(es): Silva, Carlos Eduardo Pinto da; Watanabe, Maurício; Brito, Rafael Melo de; Giannini, Tereza Cristina
Resumo: A polinização é uma das funções ecológicas mais importantes, já que participa do ciclo de reprodução das plantas. Em regiões com muita biodiversidade, onde estudos de biologia floral não são factíveis de serem conduzidos em todas as espécies vegetais, é possível avaliar o papel dos polinizadores através da forma das flores. A morfologia floral é uma característica importante para explicar as interações entre a planta e seus polinizadores. Características florais como o tipo e cor da corola, horário de abertura da flor, tipo de recurso, entre outros, podem ser usadas para predizer o possível vetor responsável pela polinização. Esse conjunto de características das flores define a síndrome de polinização de uma espécie vegetal, e visa determinar qual tipo de animal (ou fator abiótico, como água ou vento) é provavelmente o polinizador efetivo da espécie vegetal em questão. O objetivo geral do presente trabalho consistiu em definir a síndrome de polinização nas plantas encontrados nas cangas da Floresta Nacional de Carajás e do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos. Para isso, foi utilizada a lista de espécies vegetais resultantes da publicação Flora das Cangas da Serra dos Carajás. Foram definidas oito síndromes de polinização para as 771 espécies estudadas. A síndrome de melitofilia (polinização por abelhas) foi a mais comum, detectada em 52% das espécies de plantas. Maior atenção é devida às plantas que apresentam síndromes menos frequentes e, portanto, com maior grau de especialização (morcegos, besouros, borboletas e mariposas). Estudos posteriores poderiam ser conduzidos especificamente para avaliar tais interações
Páginas: 33 p.
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2018.13.Silva
Ano de publicação: 2018
Tipo de relatório: Relatório final
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