Polinização das fruteiras da Amazônia, com ênfase para a bacia do Rio Itacaiúnas (sudeste do Pará)

Autor(es): PAZ, Fabrícia de Souza; SILVA, Carlos Eduardo Pinto da; BRITO, Rafael Melo de; GIANNINI, Tereza Cristina.
Resumo: Muitas das espécies vegetais necessitam de polinização para a produção de frutos e sementes. As relações entre as flores e seus polinizadores são interpretadas como resultado de interações onde as estruturas florais estão adaptadas para aperfeiçoar a coleta e transporte de pólen e mediar a ação dos vetores. Em locais megadiversos, onde estudos de biologia floral não são factíveis devido ao alto número de espécies, análises da síndrome de polinização podem indicar quais os vetores mais importantes de polinização. A síndrome de polinização é baseada na morfologia floral das plantas e indica qual tipo de polinizador é o mais importante entre nove tipos frequentemente citados: vento, água, abelhas, borboletas, besouros, mariposas, aves, morcegos, e insetos em geral. O presente trabalho teve como objetivo (i) listar as espécies vegetais citadas como fruteiras de ocorrência na Amazônia e (ii) analisar sua síndrome de polinização. A lista de espécies vegetais analisadas foi determinada a partir de duas bibliografias especializadas em espécies frutíferas da Amazônia, e um recorte foi feito para a Bacia do Rio Itacaiunas. Foram analisadas 188 espécies de ocorrência na Amazônia. A síndrome mais frequentemente encontrada entre as espécies analisadas é a síndrome melitófila (polinizada por abelhas), tendo sido encontrada em 54% das espécies vegetais analisadas. Especificamente em Itacaiúnas, ocorrem 42 espécies das plantas listadas, sendo que 53% é melitófila. As espécies que atuam como polinizadores merecem destaque quanto à necessidade de estratégias de preservação, visando garantir seus serviços ecossistêmicos e auxiliar na produtividade das fruteiras na Amazônia.
Ano: 2018
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2018.14.Paz
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