Paleovegetação e paleoclima da Serra Sul de Carajás, sudeste da Amazônia, durante os últimos 45.000 anos, com base em estudos multidisciplinares na Lagoa do Violão

Autor(es): FIGUEIREDO, Mariana Maha Jana Costa de
Resumo: Uma abordagem multidisciplinar integrando datações por 14C, fácies sedimentares, geoquímica elementar, δ13C, δ15N, C/N e palinologia, foi aplicada em um testemunho sedimentar de lagoa ativa (LV2) para elucidar a relação entre a evolução sedimentar da lagoa do Violão (Sudeste da Amazônia) com as mudanças paleoclimáticas ocorridas durante os últimos 45.000 anos AP (Quaternário tardio). Neste sentido, o Pleniglacial médio (45.000 a 40.000 anos AP) foi marcado por condições climáticas úmidas e frias, com elevadas concentrações de Al2O3, TiO2 e Ti/K. As temperaturas baixas foram indicadas através do registro de Podocarpus, Hedyosmum, Alnus e Myrsine. O período mais seco da Serra Sul de Carajás ocorreu no Pleniglacial tardio (40.000 a 24.000 anos AP) marcado pela permanência da floresta, macrófitas, algas e palmeiras, além da deposição maciça de siderita diagenética, como consequência de mudanças entre condições oxidantes para condições redutoras. Na transição para o Holoceno inicial (18.000 a 8.000 anos AP) houve o retorno da abundância da floresta e macrófitas, e o declínio das pteridófitas. A acumulação de sedimentos na lagoa do Violão não foi contínua durante o Holoceno médio (8.000 a 2.000 anos AP), o modelo de idade-profundidade registrou um hiato sedimentar durante este período, sugerindo o predomínio de um período seco, com redução na concentração de Al2O3, TiO2 e Zr. Após 2.000 AP as condições climáticas e ambientais registradas na região são semelhantes às condições dos dias atuais.
Ano: 2019
Páginas: 62 f.
Ano de publicação: 2019
Orientação: José Tasso Felix Guimarães, Dr.
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Curso: Mestrado em Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais