Mapeamento de uso e cobertura do solo no interflúvio Xingu-Araguaia, sudeste do Pará, a partir da análise de imagens orientada a objetos geográficos

Autor(es): MENDONÇA, Breno Reis Versiani De
Resumo: O sudeste paraense tem sofrido intensas pressões antrópicas que remodelaram a cobertura existente originalmente, dominada basicamente pela floresta ombrófila densa e por enclaves de campos rupestres. Estas pressões iniciaram-se na década de 1960 e o principal instrumento público utilizado para conter os avanços sobre os ambientes naturais foi a criação de áreas protegidas. De maneira geral, o foco dos trabalhos de mapeamento de uso e cobertura do solo na região amazônica tem sido na quantificação das áreas florestais desmatadas, por vezes ignorando a presença de outros ecossistemas importantes como os campos rupestres. Nesta pesquisa, realizamos o mapeamento do uso e cobertura do solo no interflúvio dos rios Xingu e Araguaia, utilizando o paradigma de análise de imagens orientada a objetos geográficos (GEOBIA). Foram utilizadas imagens do satélite Landsat-8, modelos digitais de elevação, dados magnetométricos, mapas geológicos, geomorfológicos, e os limites das áreas protegidas, distinguindo além das áreas florestais, os campos rupestres sobre substratos ferruginosos e não ferruginosos, os núcleos urbanos, as áreas de mineração legal e garimpos, os corpos d’água, áreas de pastagens e agrícolas. Os resultados do estudo mostraram que a área em estudo é ocupada majoritariamente por áreas florestais (61,91%), seguido por pastagens e áreas agrícolas (34,45%). Os campos rupestres ocupam uma área expressiva de aproximadamente 194 mil hectares, sendo 6,55% campos rupestres ferruginosos e 92,62% de campos rupestres não ferruginosos. Os corpos d’água maiores, núcleos urbanos, áreas de mineração e garimpos ocupam 1,15%, 0,20%, 0,14%, 0,08% da área de estudo respectivamente. Com exceção das Áreas de Proteção Ambiental as demais áreas protegidas vêm cumprindo a sua função na proteção das florestas e dos campos rupestres, protegendo mais de 60% destes ecossistemas. Para concluir, podemos afirmar que a avaliação de acurácia da classificação das imagens de satélites encontrou bons resultados com a utilização da metodologia de análise de imagens orientada a objetos geográficos aplicada a mapeamentos regionais com imagens de média resolução espacial, obtendo índice Kappa e acurácia global da ordem de 0,79 e 87% respectivamente. Portanto os métodos usados foram adequados para o mapeamento do uso e cobertura do solo na área em estudo.
Ano: 2015
Páginas: 79 f.
Ano de publicação: 2015
Orientação: Pedro Walfir Martins Souza Filho, Dr.
Curso: Mestrado em Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais