Introdução, sobrevivência e crescimento de espécies nativas em taludes de aterro (PDE Oeste) no Complexo Vale Carajás

Autor(es): GASTAUER, Markus; CALDEIRA, Cecilio Frois; RAMOS, Silvio; COELHO, Renan; SARMENTO, Priscila Sanjuan de Medeiros.
Resumo: A revegetação representa o passo inicial para a recuperação de áreas degradadas, protegendo o solo contra erosão e incorporando matéria orgânica. No contexto da recuperação de áreas degradadas em decorrência das atividades de mineração, a revegetação é conduzida frequentemente por meio de semeaduras contendo várias espécies encontrados nos ecossistemas suprimidos. Outra estratégia bastante promissora, uma vez que sementes de muitas espécies nativas podem apresentar baixa taxa de germinação, é o plantio de mudas em áreas a serem revegetadas. Tal estratégia atualmente não é praticada em Carajás, embora espera-se que o plantio com mudas nativas possa melhorar o estabelecimento das espécies em áreas mineradas. Em função da falta de conhecimento sobre a sobrevivência e o crescimento de mudas de espécies nativas em taludes, o presente estudo objetivou plantar e avaliar o padrão de crescimento de mudas em um talude de aterro. O presente estudo foi desenvolvido na Pilha de Estéril Oeste na Vale Carajás, no município de Parauapebas, Pará, Brasil. Após a reformulação topográfica da área, foram plantadas 535 mudas de 80 espécies e 23 famílias. O número de mudas por espécies variou de 2 até 17, dependendo da disponibilidade de mudas no viveiro da Vale Carajás. Antes do plantio, a altura e o diâmetro do caule das mudas foram avaliadas com paquímetro e fita métrica, respectivamente, e cada muda identificada com placas de alumínio. Para mudas de palmeiras, que ainda não apresentaram caule durante o plantio, somente a altura da planta inteira foi medida. Após 12 meses do plantio, observou que 213 mudas de 56 espécies sobreviveram na área, no entanto a sobrevivência e taxas de crescimento variou bastante entre as espécies. Dessa forma, o presente estudo indicou que algumas espécies nativas são aptas para serem plantadas na forma de mudas na revegetação de taludes de aterro em Carajás.
Ano: 2018
Páginas: 19 p.
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2018.19.Gastauer
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