Estudo da vegetação rupestre ferruginosa na bacia de drenagem da lagoa do amendoim, Floresta Nacional de Carajás, Pará, Brasil

Autor(es): RODRIGUES, Tarcísio Magevski
Resumo: Dentro do Licenciamento Ambiental para caracterizar o meio biótico, é necessário a avaliação da cobertura vegetal, que corresponde ao estudo da diversidade florística de uma determinada área objeto de obtenção de licença. A partir dos anos 2000, por meio de serviços de consultorias ambientais e intercâmbios com universidades para subsidiar processos de licenciamento ambiental para a mineração, foram realizadas diversas coletas de espécies botânicas nas áreas de campos rupestres e adjacentes às florestas ombrófilas da Floresta Nacional de Carajás, com recentes descrições de espécies novas para a ciência. Com isso, este estudo objetivou analisar a composição florística da vegetação rupestre ferruginosa presente na bacia de drenagem da lagoa do Amendoim, Serra Sul de Carajás, a partir de inventários florísticos, a fim de utilizar os resultados nos processos de licenciamento ambiental para caracterização da vegetação rupestre ferruginosa. Estimou-se a cobertura e calculou-se a frequência, dominância e valor de importância (VI) das espécies. Calculou-se a diversidade pelo índice de Shannon-Wiener (H’) e equabilidade de Pielou (J’) para cada habitat e a similaridade florística entre outro estudo pelo índice de Jaccard e análise de agrupamentos. Foram amostradas cinco áreas, A, B, C, D e E, respectivamente. Nas cinco áreas selecionadas foram utilizados o Sistema de Amostragem Casual Simples (aleatório), onde foram alocadas no total 29 Unidades Primárias de amostras, considerando inicialmente o esforço amostral de no mínimo 3% da área estudada. Para facilitar a coleta de informações por estrato vegetacional e a análise dos dados, cada unidade primária foi constituída por três sub-parcelas (Unidades Secundárias) sobrepostas, resultando no total de 72 amostras. Na área A, buritizais sobre solos orgânicos, foram identificadas apenas duas espécies, Mauritiella aculeata (Kunth) Burret e Poaceae sp.3. Na cobertura vegetal da área B, Campo Brejoso foram registrados oito espécies. A composição florística da área C, Capão florestal denso foi representada por 35 espécies. O levantamento florístico na fitofisionomia da área D, Encosta com campo de canga ferrífera com Vellozia registrou 22 espécies e na área E, Encosta com campo de canga ferrífera arbustivo, registrou-se 25 espécies. A análise de agrupamentos para o Capão apresentaram 25% e 35% de similaridade entre as espécies identificadas nas bacias das lagoas do Violão e Amendoim, respectivamente. Para a fitofisionomia de Campo Rupestre, representou 15% e 26% de similaridade entre as espécies identificadas nas bacias das lagoas do Violão e Amendoim, respectivamente. Os valores de diversidade florística apresentaram semelhanças entre as cinco fitofisionomias estudadas, onde o índice não passou de 3 nats/indivíduos. Com os dados ora apresentados, espera-se que estas informações possam contribuir com medidas que visem a conservação do ecossistema de vegetação rupestre ferruginosa, aliada as áreas de exploração minerária.
Ano: 2016
Páginas: 83 f.
Ano de publicação: 2016
Orientação: José Tasso Felix Guimarães, Dr.
Link para o PDF: Clique aqui
Curso: Mestrado em Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais