Estrutura, riqueza e diversidade filogenética das áreas em revegetação e áreas controle na Vale Serra Norte

Autor(es): GASTAUER, Markus; RAMOS, Silvio; CALDEIRA, Cecilio; SOUZA FILHO, Pedro Walfir M.; SILVA, Delmo Fonseca; NASCIMENTO, Wilson; SARMENTO, Priscila Sanjuan de Medeiros.
Resumo: O monitoramento das áreas em recuperação é uma exigência legal, e deve ser conduzido afim de mostrar o efetivo comprometimento com a sustentabilidade por parte das empresas. Além disso, a avaliação e o monitoramento são fundamentais para redefinir a trajetória ambiental das áreas em processo de recuperação. O objetivo desse relatório é avaliar a estrutura, riqueza e diversidade filogenética das áreas em revegetação e áreas de referência na Vale Serra Norte, a fim de criar metodologias para medir o status de recuperação. Para isso seis áreas estão sendo analisadas no Complexo Vale Carajás (Pará-Brasil), sendo três nos Arenitos (minas fechadas de areia) e três em diferentes Pilhas de Estéril. Em cada área de estudo foram definidos diferentes estágios de revegetação, conforme observações em séries temporais de imagens aéreas e relatórios disponibilizados pela VALE. Estágios iniciais representam áreas, em quais as atividades de revegetação começaram dois anos ou menos antes do levantamento. Estágios intermediários encontram se três a seis anos em recuperação ambiental, e estágios avançados representam áreas com sete anos de idade ou mais. Além disso, foram definidas cinco áreas de referência, cobertas por Florestas Ombrófilas Densas. Em cada estágio e cada área de referência foram instaladas três parcelas de 10 x 20 m, totalizando 72 parcelas (1,44 ha), em quais todas as árvores com diâmetro na altura de peito maior do que 3 cm foram identificadas. Foram observadas diferenças florísticas entre os diferentes estágios de revegetação e as áreas de referências, no entanto, espera-se que essa diferença diminua com o avanço da recuperação das áreas. Os valores medidos nas áreas de referência superam os das áreas em revegetação, conforme o esperado pela teoria da sucessão ecológica, a área basal, o número de espécies e a diversidade filogenética aumenta com o avanço de revegetação. O maior agrupamento filogenético detectado nos diferentes estágios de recuperação é consistente com a atuação de filtros ambientais na formação de comunidades nessas áreas e indica que as interações ecológicas têm uma importância menor na estruturação das comunidades nos diferentes estágios de revegetação do que nas áreas de referência. Esses fatos provam que as áreas examinadas estão na trajetória para ecossistemas originais, embora que níveis pré-distúrbio ainda não foram alcançados. Alta riqueza e elevada diversidade filogenética das áreas de referência justificam seu uso como área de referência para o monitoramento e o desenvolvimento de bioindicadores, bem como as ações da conservação dos ecossistemas naturais na FLONA de Carajás.
Ano: 2018
Páginas: 40 p.
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2018.18.Gastauer
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