Elaboração de curvas-chave na bacia hidrográfica do rio Itacaiúnas (BHRI), Amazônia Oriental.

Autor(es): MELO, Adayana Maria Queiroz; PONTES, Paulo Rógenes; SILVA, Marcio Sousa da; SILVA JÚNIOR, Renato Oliveira da
Resumo: Para conhecer a vazão de um corpo hídrico estabelece-se uma relação entre o nível de água do rio (cota) e a vazão, conhecida como curva-chave. A determinação da curva-chave é importante, pois possibilita a determinação contínua de vazões do rio. Essa informação permite a estimativa de vazões de referência úteis ao estabelecimento de critérios de outorga de uso da água e de projetos hidráulicos. As variáveis utilizadas para determinação da curva são medidas em campanhas de monitoramento sazonal, por meio de equipamentos que utilizam tecnologia de efeito Doppler, e por meio de monitoramento em tempo real, utilizando sensores de pressão instalados em seções transversais às drenagens de interesse. Assim, o objetivo deste estudo é a elaboração de curvas-chave na Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas (BHRI), localizada na região sudeste do Estado do Pará, e a estimativa de vazões do hidrograma e as curvas de permanência de cada seção. Foram selecionadas 8 estações fluviométricas do ITV-DS para elaboração de curvas-chave do tipo potência (4 estações) e polinomial de grau 2 (4 estações). As curvas-chave foram calibradas empregando a ferramenta Solver do Excel, tendo o Coeficiente de Eficiência de Nash-Sutcliffe (NS) como função objetivo. A extrapolação das curvas foi realizada pelo Método Logarítmico. O coeficiente NS foi considerado satisfatório na calibração das curvas-chave (NS próximo de 1 e desvios médios abaixo de 15%). Na aplicação do Método Logarítmico também se obteve resultados satisfatórios para a extrapolação das curvas-chave (NS próximo de 1 e os Erros na Cota Máxima foram baixos). As maiores vazões foram observadas na estação Fazenda Abadia, atingindo aproximadamente 2500.00 m³/s, enquanto que as menores vazões foram da estação Fazenda Sergipana, com a mínima de 0.10 m³/s. A estação Fazenda do Márcio no rio Itacaiúnas apresentou os maiores valores de Q90 (87.31 m³/s) e Q95 (51.45 m³/s), e os menores valores foram da estação Onça Puma no rio Cateté (Q90 = 2,11 m³/s e Q95 = 1,86 m³/s).
Ano: 2019
Páginas: 32 f.
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2019.11.Melo
Ano de publicação: 2019
Data de elaboração: Agosto/2019
Tipo de relatório: Relatório Final
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