Caracterização morfológica e determinação das manchas de inundação na área de entorno do Rio Vermelho sobre a EFC

Autor(es): GUIMARÃES, José Tasso Felix Guimarães et al.
Resumo: Em maio de 2009 a inundação do Rio Vermelho provocou a paralização total da Estrada de Ferro Carajás (EFC) no seu quilometro 765, entre a cidade de Marabá e a vila de Itainópolis. Esta inundação formou um lago de quase 1 km de extensão cobrindo os trilhos da EFC em mais de meio metro de altura. A análise prévia dos riscos de inundação considerando a geologia, geomorfologia e hidrologia desta área poderia indicar com precisão sua vulnerabilidade diante à eventos climáticos extremos, bem como sugerir medidas de controle para evitar a interrupção do transporte de minério pela Vale. Este trabalho visou a caracterização morfológica e determinação das manchas de inundação desta área para o entendimento da dinâmica fluvial ao longo do tempo em escala horizontal (mudanças de área superficial) e vertical (mudanças de volume). Desta maneira, foi observado que o Rio Vermelho na área de estudo apresenta um fluxo confinado em seu canal principal devido a um controle litológico e estrutural. Anomalias localizadas no terreno sofreram erosão ao longo do tempo e geraram áreas planas contiguas ao canal fluvial. Nas áreas mais baixas e protegidas dentro do conjunto de áreas planas foram formadas planícies de inundação, que serviram como amortecimento da hidráulica fluvial durante os períodos de cheia do rio. Entretanto, estas planícies foram ressecadas e tornaram-se resistentes a erosão física. A calha do rio tornou-se cada vez mais confinada, e aumentou a intensidade do fluxo de energia da água sobre as áreas baixas contiguas ao canal principal do Rio Vermelho. Foi estimado, a partir de monitoramento hidroclimatológico e técnicas de geoprocessamento, que eventos de precipitação sazonal na bacia do Rio Vermelho, que se intensificam a partir de janeiro, podem causar aumentos significativos do nível de água, ocasionando inundação de determinadas áreas e possível dano as estruturas de drenagem. As estruturas de drenagem produzidas após o evento de 2009 para evitar que as inundações do rio paralisassem a ferrovia devem ser periodicamente monitoradas, pois o aumento do fluxo de energia e volume das águas do rio podem comprometer estas estruturas, que hoje atuam como diques artificiais.
Ano: 2019
Páginas: 33
DOI: 10.29223/PROD.TEC.ITV.DS.2019.23.Guimarães
Tipo de relatório: Relatório parcial
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