Avaliação do reaproveitamento de dormentes de madeira da Estrada de Ferro Carajás para a cogeração de energia elétrica

Autor(es): DAMASCENO, Fabio Gorayeb
Resumo: Considerado um dos resíduos críticos na gestão ambiental de uma ferrovia, as sucatas de dormentes de madeira tratadas com compostos químicos ou oleosos têm dificuldade de destinação final adequada devido ao volume e potencial de toxicidade. Cerca de 770 mil unidades de dormentes serão geradas até 2022 nas obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC). Este trabalho avalia os aspectos ambientais e econômicos do coprocessamento dos dormentes com biomassa florestal para a cogeração de energia elétrica em unidade termelétrica na região cortada pela EFC. Foi realizado o estudo de viabilidade de queima (EVQ) através de coleta de amostras dos gases emitidos pela chaminé e das cinzas residuais utilizando biomassa de origem florestal (teste em branco). Em seguida introduziu-se madeira de dormente triturada e misturada à biomassa na proporção de 1:5. Foram utilizadas metodologias de amostragem e análises recomendadas pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), Agência de Proteção Ambiental Americana (US EPA) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e os resultados comparados aos limites máximos estabelecidos para emissões atmosféricas, requeridos pela legislação ambiental brasileira para incineração de resíduos. A viabilidade econômica na substituição da biomassa por 20% de dormentes representa uma economia de 19,2% no custo total anual da matéria-prima. Esta economia é equivalente a 21,4% do orçamento anual do projeto social da Fundação Vale “Casa Saudável” desenvolvido na região de Pindaré, Maranhão. Os resultados apontam para a sustentabilidade no reaproveitamento energético da madeira, entretanto alertam para a necessidade de instalação de sistema de controle eficiente das emissões gasosas, principalmente para material particulado e dioxinas e furanos.
Ano: 2015
Páginas: 110 f.
Ano de publicação: 2015
Orientação: Valente José Matlaba, Dr.
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Curso: Mestrado em Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais